Em janeiro de 2019, Portugal importou 6.800 carros usados. Em janeiro de 2026, foram quase 11.000. Um salto de 61,5% em sete anos. E o crescimento não está a abrandar — está a acelerar.
Os portugueses descobriram que comprar carro não precisa de passar por um stand nacional. E os números provam-no mês após mês.
Os números de 2025: o ano que bateu todos os recordes
O mercado de importação de usados em Portugal atingiu um novo máximo em 2025:
| Métrica | 2025 | Variação |
|---|---|---|
| Total de usados importados | 120.787 | +13,7% vs 2024 |
| Importações vs carros novos | 53,7% | Mais importados que novos vendidos |
| Carros novos vendidos | 264.821 | +6,2% |
| EVs vendidos (novos) | 52.256 | 23,2% market share |
| Idade média importados | 7,9 anos | Estável |
Leu bem: importaram-se mais carros usados do que se venderam carros novos em Portugal. O mercado de importação já não é alternativa — é o mainstream.
Tendência 1: A explosão dos elétricos importados
Se há uma tendência que define 2025-2026, é esta: a importação de carros elétricos usados disparou.
- +80,1% de importações BEV (Battery Electric Vehicle) em janeiro 2025 vs janeiro 2024
- 21% de todas as importações em 2025 já são elétricas
- 12% são híbridos plug-in
- Poupança média num EV importado: 6.000€ a 15.000€
- ISV: zero euros. IUC: zero euros
Porquê este crescimento? O programa de incentivos alemão (3 mil milhões de euros até 2029) inundou o mercado alemão de EVs usados. Os preços caíram 20% a 30%. E os portugueses estão a aproveitar.
Um Tesla Model 3 de 2022 que custa 32.000€ na Alemanha, em Portugal encontra-se por 40.000€ a 45.000€ nos stands. A diferença paga o ISV (zero), o transporte e a legalização — e ainda sobram milhares.
Tendência 2: Híbridos plug-in — o desconto de 75% que muda tudo
O Orçamento de Estado 2026 expandiu o benefício fiscal dos PHEVs. Agora, veículos com até 80g/km de CO2 (era 50g) com homologação Euro 6e-bis ou superior pagam apenas 25% do ISV.
Resultado: modelos como o Mercedes GLC 300de, o BMW X3 xDrive30e ou o Audi Q5 TFSI e ficam muito mais acessíveis quando importados. Um PHEV que pagaria 8.000€ de ISV paga agora 2.000€.
Os PHEVs já representam 12% de todas as importações e a tendência é de crescimento acelerado.
Tendência 3: De onde vêm os carros — surpresa francesa
A Alemanha domina o imaginário da importação automóvel. Mas os números contam outra história:
| País de Origem | Quota 2025 | Tendência |
|---|---|---|
| 🇫🇷 França | 32,6% | ↑ Líder por volume |
| 🇩🇪 Alemanha | 31,7% | → Líder em premium |
| 🇧🇪 Bélgica | 16,0% | → Estável |
| 🇳🇱 Holanda | 7,4% | ↑ A crescer (EVs) |
| 🇮🇹 Itália | 5,2% | → Estável |
A França ultrapassou a Alemanha em volume total. Porquê? Proximity (é mais perto, transporte mais barato), mais Renault, Peugeot e Citroën (marcas populares em PT), e ex-frotas de leasing com manutenção em dia.
A Holanda está a crescer especificamente para EVs — foi dos primeiros países a adotar elétricos em massa e agora tem um enorme stock de usados.
Tendência 4: Confiança e transparência — problema e oportunidade
Os números são preocupantes:
- 3,8% dos veículos verificados em Portugal tinham quilómetros adulterados em 2025 (era 2,2% em 2024)
- 46,3% dos compradores desconfiam dos vendedores de usados
- 75% receiam problemas ocultos
A fraude na quilometragem está a crescer. E é por isso que serviços de verificação como o CarVertical e empresas que oferecem inspeção presencial no país de origem estão em alta.
Para a EcoImport, isto é uma vantagem competitiva. Cada carro que importamos é verificado ao detalhe — historial, quilometragem certificada, inspeção presencial. A transparência não é um extra, é o mínimo.
Tendência 5: Empresas a importar para frotas
O segmento que mais cresce em valor (não em volume) é o empresarial. Porquê?
- Empresas recuperam o IVA em EVs importados (até 11.500€ num carro de 50.000€)
- Tributação autónoma mais baixa para EVs e PHEVs
- Poupança total por veículo: 15.000€ a 25.000€ face à compra em Portugal
- Cada vez mais gestores de frota descobrem a importação como ferramenta de otimização fiscal
O que esperar em 2026-2027
Com base nos dados e tendências atuais:
- EVs usados: os preços vão continuar a descer na Alemanha (excesso de oferta). A importação de EVs pode ultrapassar 30% do total em 2027.
- PHEVs: o desconto de 75% vai manter a procura alta até que o incentivo seja removido (acompanhar cada OE).
- Autocaravanas: urgência máxima — ISV sobe para 100% em 2027. Quem quer importar, deve fazê-lo agora.
- Novos players chineses: BYD, NIO e MG estão a chegar com preços agressivos. Podem reduzir a vantagem da importação para segmentos de entrada.
- Regulação: a UE quer acabar com a fraude na quilometragem até 2028 com um sistema centralizado de registo. Bom para a confiança no mercado.
Sazonalidade: as melhores alturas para importar
| Período | O Que Acontece | Oportunidade |
|---|---|---|
| Jan-Fev | Novas regras ISV entram em vigor | Aproveitar novos descontos |
| Mar-Jun | Dealers alemães limpam inventário | Melhores preços, mais oferta |
| Jul-Ago | Menos concorrência (férias) | Negociar melhor |
| Set-Out | Regresso das férias, decisões grandes | Importar antes do fim do ano |
| Nov-Dez | Discussão OE, especulação sobre ISV | Agir antes de possíveis alterações |
Perguntas frequentes
Quantos carros são importados para Portugal por ano?
Cerca de 120.787 em 2025 (+13,7% vs 2024). É mais do que o número de carros novos vendidos em muitas categorias.
A importação vai continuar a crescer?
Tudo indica que sim. Os preços na Europa continuam mais baixos que em Portugal, os EVs são cada vez mais acessíveis no mercado de usados, e os benefícios fiscais mantêm-se atrativos.
Qual a melhor altura para importar?
Primavera (março-junho) para melhores preços na Alemanha. Janeiro-fevereiro para aproveitar novas regras fiscais. Mas honestamente, se o negócio é bom, qualquer altura é boa.
Pronto para importar o seu próximo carro?
A EcoImport trata de tudo — da pesquisa à entrega, com garantia e sem surpresas. Peça já a sua proposta gratuita.
Últimas Importações
Viaturas com proposta activa, fotos reais e preço chave-na-mão final.

